Exposé: Carta de repúdio às verdades podres de algumas editoras





E pra mim, hoje é 5 de novembro de 2020 e dia de exposé. Juro que não entendo quem até hoje não dá valor à militância online em pleno 2020. As redes sociais deram uma voz ao povo que foi por muito anos negada.

E hoje é minha vez, porque estou pra lá de cansada. Cansada de capitalistas falando que 3  mil mortes não justificam ferrar a economia, Oi, Pedro Almeida, diretor editorial na Faro Editorial, você mesmo que disse (sic) no Facebook que 3 mil morte não valem ferrar a economia. Que tal mais de trinta mil? Ou a economia vale mais que quaisquer vidas?

Se o "veio" da Havan foi exposto, os da Smartfit, entre outros, sinto-me na obrigação moral de fazer esse post. Tem uma lista grande de outras empresas no meu facebook.

E, pra quem ainda, em pleno 2020, com todas as catástrofes que estão ocorrendo, a maioria causada por "humanos", ainda não percebeu que blogs, sites e redes sociais são os melhores lugares para militância, de baixo de que pedras vocês vivem?, porque a gente tem força unidos, acordem!

Remember Remember the 5th of November. Should ever be forgot.

The poem of course refers to Guy Fawkes and his now infamous plot to blow up London's Houses of Parliament on November 5th 1605.




Parece que não importa, pra muitos, a minha competência. A senhorita ou Senhora Fernanda Imediato, da Geração Editorial,  me zoou no facebook em uma  página do mercado editorial quando questionei o quanto era elitista e sem noção postar "Desculpa, Netflix, mas se for pra ficar em casa eu leio um livro." Elitismo, sim! ELA ME ZOANDO? Ela nem sequer se lembrava de que eu tinha traduzido os dois primeiros livros de uma série que ela mesma elogiou - a tradução - pra mim, no e-mail, JAMAIS em público!!!!!!!

Livros de 30 a 70 reais em média ou mais, quando Netflix, Telecine, Amazon Prime (R$9,90 + twitch + livros + video + frete grátis) podem entreter UMA FAMÍLIA INTEIRA NA PANDEMIA. E isso que ainda tentei argumentar, mas já não dá mais, não converso com porta, ainda me dei ao trabalho de dizer que inclusive livros que viram séries e filmes e também spin-offs de séries em livros vendem mais, mas não adianta, ela não só foi ignorante, como ainda me perguntou se sou do mercado editorial (meu currículo tá aqui pra quem quiser ver)

Ela me mandou um email de "pedido de desculpas" que só girava em torno do próprio umbigo dela. Ela nem se deu ao trabalho de me procurar (digita Ana Death no Google pra ver se não me acha, Ana Death Tradutora, mais fácil ainda). Mas antes de eu a bloquear, ela ainda estava no meu LinkedIn! Que difícil me achar pra traduzir o terceiro livro da trilogia, hein? Wow! Mas nem sabia quem eu era. Sou só mais um número, né?

Ela teve a audácia de vir com bliblibliblobloblo que livro é que importa agora., Não, O QUE IMPORTAM AGORA SÃO VIDAS! Desce do pedestal. Admite que errou, que ficou feio. Ela não admitiu. Ainda disse que eu que "não entendi e não quis aceitar o tal pedido de desculpas" dela. Que, repito, girava em torno DELA e DELA somente.

Tem mais, muito mais, esse exposé vai ser longo.

Sabe a editora amada por muitos, a Darkside Books?, já vi hoje que atrasaram em 2 meses um lançamento de livro em pré venda. Já aconteceu comigo com um combo. Porque também sou consumidora. Ou seja, não é a primeira vez. E fui cobrada da entrega do meu trabalho no dia, de manhã, um dia que nem tinha acabado. "Preciso pra hoje." Entreguei no dia sem nem responder a essa cobrança.  Mas meu pagamento? Atrasou. Respondi que queria pra hoje também.

Somos PJ, alguns nem isso, não temos nenhuma "regalia", a não ser que você considere regalia o que a Harper Collins me mandou, chocolate Lindt (gente, mas era Lindt *contém sarcasmo*). Eu queria o meu pagamento! E tem mais, traduzi UM livro pra eles, o Hit Makers, super elogiado pela Clarissa Melo, mas tudo que recebi das outras pessoas foram respostas grossas e nada de trabalho, exceto por uma revisão, pela Diana Szyilt. E tive que chutar o balde, o pau da barraca, etc., pra receber o exemplar do livro que traduzi dois anos antes, e só recebi depois que desci a lenha!!!!! Ah,e atrasaram meus pagamentos nas duas vezes!!!!!

Cheguei a pegar pneumonia enquanto traduzia um livro da Rocco e tive de devolvê-lo, por consciência de que não teria como terminar a tradução. Por motivos de saúde. Mas isso não foi o pior. A Giuliana Alonso se achou no direito de zoar a minha compra de um Macbook no Twitter, e isso me enfureceu. O dinheiro é meu, não dela, e se ela não gosta, não compra, mas não me enche nem me humilha. Preciso dizer que não consegui trabalho em editoras em que ela está diretamente envolvida nas escolhas dos tradutores?

Também fiz teste na Companhia das Letras e nunca fui chamada, sendo que pelo menos estava antes nas páginas deles que eles não passavam testes se não houvesse trabalho. Também fiz teste na VR Editora, creio quem em 2013/2014, passei, e sou ignorada até hoje.

Além da Fernanda Emediato, que soube me "elogiar por email" em meio a mil absurdos que ela escreveu e que rebati até me cansar, afinal, não tem nada que irrite mais do que dizer "meu pedido de desculpas foi sincero, vocês que não entendeu" ou algo assim, quando não foi.

Claro ainda que a Editora Pandorga vivia atrasando TODOS os meus pagamentos, e, quando eu finalmente não aguentei mais, ainda ouvi "é melhor receber atrasado do que não ter trabalho", como se eu não tivesse competência para arrumar outro ou algo do gênero. Ainda por cima, colocaram como revisão um livro que traduzi parcialmente para o inglês, e tradução esta que devolvi sim pela metade, pois foi um desaforo além e mais do que além dos limites isso que ela teve a audácia de me dizer!

Eu tenho sim clientes que realmente me valorizam. Eu tenho carta de recomendação de cliente por qualidade. Sincera. Mas cada vez mais parece que só arruma job quem é queridinho, quem puxa saco, quem lambe botas, quem tem QI (Quem Indica, Queridinho Indispensável), quem não discute, quem abaixa a cabeça pras injustificas, afinal, não é com vocês, né? Afinal, na Verus, quando reclamei do atraso do pagamento por que a Ana Paula Gomes "esqueceu" porque foi almoçar, e dane-se meu dinheiro, e depois, com minhas contas a pagar etc., obviamente eu me enfureci, fui afastada da editora. Claro, tenho que aceitar ser tratada como merda? É isso?

Elogios por email não alavancam a minha carreira e chocolate não paga minhas contas.

O teste da VR, em que passei, foi feito em 2014. Da Companhia das Letras, 2012, nem lembro de quando fiz o da Aleph, que nem tive resposta.

A Harper Collins me proibiu de usar meu pseudônimo. Não quero usar meu nome completo, não quero usar Ana Duarte, É Ana Death. Pra quem não sabe, é a Morte do Sandman, não o cavaleiro do Apocalipse. Um pouquinho de cultura, por favor. E se eu nome fosse Ana Pinto, ia ter que escolher outro para não vos ofender? E tem que ser ocidental para tratar a morte com esse pavor (e não estou falando dos mortos pela COVD-19), quando no Japão as crianças já são acostumadas com isso, pois a morte é o fim natural da vida. Se fala de morte para crianças, pois faz parte natural da vida e da cultura deles.

A solução é usar Ana Death como meu nome social (como me sugeriu uma amiga) depois que passar (torcemos) a pandemia, já que a ignorância impera. Quem conhece Sandman sabe como a Morte é puro amor <3 Mas, na verdade, eu tenho o direito de usar o pseudônimo que eu quiser (se não for ofensivo), e Death é, inclusive, um sobrenome britânico.

The distinguished surname Death emerged among the industrious people of Flanders, which was an important trading partner and political ally of Britain during the Middle Ages. As a result of the frequent commercial intercourse between the Flemish and English nations, many Flemish migrants settled in Britain.

Que tal um pouquinho de bom senso e Humanidade, que isso tá em falta?

Em tempos: Estudei com Stan Lee e Michael Ulsan, e não foi Masterclass, mas são SEMPRE os mesmos "tradutores" (vide a revolta dos fãs e do autor com a péssima retradução de Sandman) que são chamados. Inclusive na Darkside Books, cansei de pedir, Neil Gaiman, que leio em português e inglês desde os meus 18 anos, tenho muitos cursos, mas não, sempre, sempre vejo o nome de Erico de Assis nisso... Dá quadrinhos pra gente decente em vez de um ou 2 tradutores "queridinhos" para fazerem um bom trabalho, que tal? Aff, acordem, antes que seja tarde demais e o mercado de livros vá realmente falir.



Ps.: Tenho provas e testemunhas de tudo relatado acima.

Ana Death




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