#momentobusiness - No marketing e/ou nas redes sociais: O efeito tiro-no-pé do uso do imperativo

 Certo ou errado o imperativo no marketing? Usar ou como usar, eis a questão

Conheça meu site. Siga-me no Instagram. Leia meu artigo neste link .... Visite a nossa página e conheça nossos produtos. Chamadas muito usadas em marketing. Eu poderia dar mais uns mil exemplos, todos gramaticalmente corretos, mas... será mesmo que o leitor/cliente em potencial - seu público-alvo - vai curtir o uso "culto" do imperativo? Será que você não está perdendo clientes por não se adequar linguisticamente ao público-alvo e também ao local onde suas mensagens são publicadas?

Que tal repensar o uso do imperativo ou aboli-lo por completo e falar a linguagem do cliente em seus textos de marketing?

Te convido a conhecer meu site, espero que curta.
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Escrevi um artigo contendo dicas de marketing para venda de e-books na Amazon, se quiser/puder ler, espero que goste/adoraria seu feedback.
Visitando nossa página, você poderá conhecer nossas linhas de produtos.

Voltando ao imperativo no marketing de conteúdo ou não: Usar ou como usar, eis a questão

Vocês podem notar que não usei em nenhum dos exemplos acima o imperativo. Pelo menos, não esse que soa como uma ordem expressa, já que se pode considerar o "me segue lá no Instagram" uso do imperativo, sim, porém, informal. Infelizmente, para muitos que ainda estão vivendo em séculos passados, e muitas vezes perdendo até clientes com isso, não se pode fugir ao "erudito" e preferem cometer o "pecado" de não se adaptar às mudanças na linguagem, às variações linguísticas, o que poderia aproximá-los de seus leitores, clientes e, gente, já vi até amigos falarem assim entre si, parecem robôs lá da época dos Jetsons. Mentira. Mesmo na década de 1960, a Rosie e os outros personagens de The Jetsons eram bem bacanas. Maneiros. Não vou me aprofundar nas gírias aqui, pois o foco está nessa insistência do uso tão "correto" do imperativo que acaba funcionando como um tiro no pé. Vivemos na Sociedade do span curto de atenção, de excesso de informações, de uma busca por uma produtividade excessiva (Sociedade do Desempenho e do Cansaço), em que aqueles que realmente desejam buscar algo e rápido precisam filtrar as informações. Ou seja, a maioria.

É o lance do "tempo é dinheiro" e com o marketing não é diferente

Uma abordagem em marketing de conteúdo especificamente que ignora as variações linguísticas é ultrapassada e não são somente jovens que não gostam disso, eu mesma não gosto e nem Millennial eu sou, quem dirá a geração Z. Me segue lá no Instagram? me soa mais como um convite, já sua forma "correta" é uma ordem. E não gosto que me deem ordens, ainda mais se nem o conheço, certo? Conheça meu site. Apenas mais uma ordem. Ignoro.

Qual bom uso do marketing de conteúdo me faz clicar?

Vamos ver outra informação: Escrevi um artigo sobre a criatividade no marketing e nas vendas de Ovos de Páscoa aqui no Blasting News, se quiser e/ou puder ler, espero que goste e adoraria seu feedback. Interessante. Abro em nova aba para dar uma checada. Visite nossa página e conheça nossos produtos. Uau! Duas ordens em uma só sentença, que marketing triste, se é que isso pode até mesmo ser considerado, bem, marketing.

Se estou buscando produtos modernos, espero que a linguagem seja adequada. E ainda tenho de abrir o link para obter um pouco mais de informações que poderiam ser dadas, por exemplo, assim: Visitando nossa página, você poderá conhecer nossas linhas de produtos, desde os mais sofisticados headphones de uso gamer canceladores de ruídos até os mais simples fones de ouvido. Gostei, vou abrir em nova aba.

Finalizando com um exemplo clássico: a origem etimológica do pronome de tratamento você [vide fonte], que veio de vossa mercê, passando a vosmecê, vancê, você e, sim, se vc estiver em uma conversa informal em rede social, vc.
 
 
O objetivo desse post era não ser muito longo mesmo para não cansar o leitor, mas espero ter pelo menos acendido uma luzinha para que se veja que não dá para parar no tempo, nem linguisticamente, nem de outras formas que não serão abordadas nesse artigo.

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