O futuro do cinema pós-corona vírus

 
Cinema fechado até que a vida real não pareça um filme - Fique em segurança, seja bondoso

O mundo como o conhecíamos não existe mais: mudanças nos modelos e nas estreias de cinema, e não são poucas

Já sabemos que o cinema como o conhecíamos não existe mais. Em meio a uma pandemia, embora muitos ainda achem que estão em uma colônia de férias, já surgiram cinemas drive-in dos mais caros aos mais baratos, o que deixa apenas uma certa elite com acesso a uma cultura necessária, porém "antiga", já que os filmes exibidos no tipo de cinema drive-in são antigos, nada novo. Além disso, o cinema drive-in vem de uma cultura estadunidense, em que um jovem consegue comprar um carro, mesmo que uma "caranga" muito mais facilmente do que nós, mesmo adultos, aqui no Brasil. Se você quiser saber mais sobre como surgiram os cinemas drive-in, é só clicar aqui.

Cinema para elite?

Não que carros sejam apenas para a elite, embora convenhamos que grande parte da população usa transporte público por necessidade, mas ingressos para filmes antigos de 30 a 900 reais, pessoas dentro de carros assistindo a filmes antigos em um telão, várias com as máscaras no queixo, gritando, em vez de se comportarem dentro de seus carros, bem, enquanto mais de 100.000 pessoas já morreram, é meio assustador.

Não vou desvalorizar o cinema, a sétima arte, mas por que não assistir, em casa, a coisas novas? Por exemplo, várias plataformas novas e antigas de streaming vêm proporcionando material novo para que as pessoas assistam em casa e a preços bem mais acessíveis. Vai ter filme novo, para curtir com pipoca o cinema em casa da Netflix, até com a protagonista de Stranger Things, entre várias outras opções, então por que se arriscar a contrair uma doença mortal para assistir a filmes "velhos" em drive-ins?


Streaming x Cinema em tempos de pandemia


O mundo já mudou faz um tempinho e, embora muitos ainda achem difícil se adaptar, pois humanos tendem a resistir a mudanças, conforme indicam muitos estudos, depois de muito debate, para não dizer bate-boca e reclamações, filmes de plataformas de streaming já foram indicados e, inclusive, premiados no Oscar, como é o caso de Roma da Netflix.

Várias plataformas de streaming até aumentaram seu tempo de uso gratuito, como é o caso do TelecinePlay, por exemplo, agora com 30 dias grátis em vez de uma semana.



O Globoplay tem 10 dias gratuitos, e assim vai. Amazon Prime Video vem com vários benefícios extras a um preço bem acessível, filmes já conhecidos e material de sua própria produção, como a Netflix já vinha fazendo.

Dá para se dizer que as pessoas talvez busquem no cinema aquilo que não conseguem ter em casa, mas por quê? Porque, talvez, muitos de nós, como bem mostrado em "Parasita", disponível aqui no TelecinePlay, que, entre outros, ganhou pela primeira vez na história do cinema, sendo filme estrangeiro, e não em língua inglesa, o Oscar de melhor filme, para fugir de uma desigualdade social e cultural e de vivência, as pessoas "fujam" de seus lares porque sustentam uma vida em casa que já perdeu seu sentido faz tempo, pois vivem apenas como peças de uma engrenagem capitalista como escravas da Sociedade do Desempenho e do Cansaço.



Justamente falte talvez em casa diálogo, compreensão, e até mesmo afeto, porque as pessoas acabaram, como em "Expresso do Amanhã", filme inspirado em quadrinhos franceses e hoje adaptado também como série na Netflix, tornando-se peças das engrenagens que movem o sistema, sem nem saberem como ele funciona, e lutando contra aquilo que nem sabem o que é. Como os monstros do cinema que são, muitas vezes, metáforas para os males de nossa realidade.

As estreias foram sendo anunciadas e adiadas, até pegar meio mal, afinal, vidas estão sendo perdidas e várias produtoras já resolveram lançar seus maiores filmes apenas em 2021, e a própria Disney não lançará seus filmes em cinemas drive-in. E nem poderiam, já que, "segundo Amanda Machado, gerente regional da Espaço/Z Curitiba (agência que organiza cabines de imprensa e pré-estreias), “os cinemas drive-in não são considerados cinemas tradicionais pois eles não têm registro na ANCINE".


Se o home office acabou se tornando não só uma tendência como uma necessidade, em tempos de pandemia, por que não curtir um cinema casa e em segurança? Já que não é novidade que está sendo transmitida nesses "telões", seja em uma TV pequena ou um telão também, só que em casa, por que não curtir o cinema, seja sozinho ou com a família, mas evitar aglomerações, e, como diz a imagem da abertura deste artigo, com cinemas fechados até que a vida real não se pareça com um filme, que tal ficar em segurança e ter bondade? O Mundo agradece.

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