Enquanto estivermos juntos mostra que devemos curtir o (pouco ou muito) tempo que temos para passar com alguém

 


"As estrelas que brilham mais intensamente são as que têm a vida mais curta, e explodem em uma supernova." - Melissa

Quando vi o trailer desse filme ao vir ao cinema antes da pandemia, tive plena certeza de que era um must. Okay, eu amo Riverdale, mas para mim é mais um guilty pleasure do que uma série realmente boa, e muitas das partes musicais me fazem avançar várias vezes, clicando nos de segundos para a frente até acabar. O próprio ator diz não gostar dos episódios musicais em que ele é "forçado a cantar em Riverdale". Mas, logo no trailer do filme Enquanto estivermos juntos, dá para ver (e ouvir) uma diferença significativa, pois ele canta divinamente bem e parece, sim, nesse caso, gostar do que está fazendo, fora que sua atuação, junto com Britt Robertson, que interpreta Melissa, e nos conduz por toda sua trajetória de garota de faculdade feliz até que contrai câncer. Mas não para por aí. Todas as atuações, das famílias, dos personagens secundários, estão no ponto que nos leva à imersão na história e, não, antes que você me pergunte, você não precisa necessariamente ser cristão para se encantar com esse filme - eu mesma não sou. Não há exagero, a fé e a religião são tratados com respeito e dentro de limites, sem parecer pregação, não se preocupem, e eu sou pagã, hehehhe. 

Durante as partes "felizes" da história, nos emocionamos com aquele amor sincero, aquela fé, sim, o encanto de Melissa pelas estrelas (e, por isso citei, embora não ipsis literis o que ela disse sobre ele ter comentando que ela era uma estrela que brilhava mais do que as outras). E, durante o sofrimento, bem real, pois o câncer só é realmente considerado "curado" depois de uns cinco anos, pois há chances de reincidências que podem ser fatais, acompanhamos como realmente se sentem as pessoas com essa doença. Mas ele não a deixa em momento algum, e aproveita o tempo com ela, "na saúde e na doença".

As músicas são lindas e nunca são usadas (como em Riverdale, né?) por acaso, elas se encaixam completamente em seu contexto. Também não se trata de uma história adolescente, embora eles até sejam jovens, mas estão na universidade. A princípio, a família de Jeremy não entende por que ele quer se casar com ela sabendo de seu estado, mas eu não vou soltar spoilers, e o pai dele, em um monólogo emocionante, por fim revela que entende tudo e que faria o mesmo. E nós somos moldados, como já falei diversas vezes aqui no site, por nossas experiências boas e ruins, pois se apagássemos as memórias ruins, como é a ideia de Rememory (Máquina de Lembranças - eu ainda posto sobre esse filme que já citei inúmeras vezes aqui), e relembrando Sandman, e sua irmã Morte, especialmente em um momento em que ela leva um recém-nascido, cuja vida foi bem fugaz, como poderíamos dar valor à luz do sol se não houvesse o escuro da noite? E coisas do gênero. 


Mas é bom nos lembrarmos de algo bem importante, e o filme nos leva a pensar nisso. De nada adianta tratarmos a pessoa que amamos ou dizemos amar sem demonstrar o que sentimos enquanto ela está viva, e, por isso mesmo, Enquanto estivermos juntos não poderia ser um título nacional mais perfeito (o original é I Sill Believe [Eu ainda acredito], nome da canção que fez de Jeremy Camp um dos maiores cantores gospels dos Estados Unidos. Valorize, ame a pessoa queria enquanto ela estiver com você, pois memoriais, mensagens de amor em redes sociais, remorso por não ter demonstrado todo o afeto enquanto ela estava viva não redime o quanto nós, mesmo que seja pelas atribulações da vida, acabamos por, infelizmente, nos tornarmos desleixados e subestimarmos a pessoa amada. Não faça juras de amor eterno apenas no início do relacionamento - cultive-o. 

 

Eu sei que esse texto parece curto, mas falar mais do que isso entregaria demais detalhes e cortaria muito das emoções que eu gostaria que vocês sentissem por si. A química entre os dois protagonistas é incrível, tanto o trabalho de direção de fotografia, quanto as cenas contundentes e os cenários magníficos fazem desse filme uma obra especial. 


Minha nota para ele: 5 supernovas, parece óbvio, mas foi a melhor forma de dar nota ao filme, e vocês entenderão e se deslumbrarão ainda mais ao verem o significado que as estrelas acabam tendo no filme com um todo. Ah, sim, no final mostra como Jeremy está atualmente e outros detalhes que não vou contar para não estragar o filme para vocês. Na cabine de imprensa recebemos o livro também, que já postei como teaser lá nos stories do Instagram, e pretendo lê-lo de falar dele aqui também.

Cenário magnífico captado pela Nasa após explosão de Supernova

 

Bom filme!

Ps.: Já está em carta nos cinemas!


Trailer:


 


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