#onstreaming #Looke #Globoplay - Her (Ela) - Um filme pseudocult que fracassa em originalidade, fotografia, roteiro revestido de uma frágil máscara de mensagem admonitória

Imagem minimalista de HER, A Spike Jonze Film [Um filme de Spike Jonze] em um fundo vermelho e um dispositivo que parece um celular, dentro de um bolso com um alfinete de segurança na parte inferior.

Há tempos em que eu precisava falar sobre Ela. Ok, essa eu confesso que parafraseei o Nick Cave (e da minha memória vívida dele arrasando em Asas do Desejo, de Wim Wenders, quando ele diz que não vai falar sobre uma garota e, bem, ele começa a cantar a canção et al.) e é uma paráfrase meio tosca, não sei se vocês ou menos que o filme em questão, vocês podem julgar melhor, se tiverem coragem de vê-lo.

Ainda escrevo sobre essa obra-prima (Asas do Desejo), mas o foco agora é n'Ela. Her (em português intitulado Ela, mas cuja tradução literal é Dela, o que muda bastante o já pouco do sentido que o filme tem) é de 2014, "curiosamente 3 anos depois de Black Mirror, que, embora não seja totalmente original, lida com temas já escritos e filmados há tempos com bem mais maestria. 

Antes de voltar a falar sobre Ela, eis a referida participação do Nick Cave no filme do Wim Wenders abaixo: 

 

Ela é um filme de Spike Jonze, considerado cult, indicado a prêmios e yadda yadda yadda, mas... bom, vou deixar o melhor (ou o pior) para o final... fui enrolando, enrolando, até que num daqueles dias de "vamos lá", ai, que tédio, vou ver um filme com meu querido ator Joaquin Phoenix, e, infelizmente, acabei vendo esse. Já digo que foi um suplício.

Um ator tão perfeito, em Coringa, Johnny and June e o considerado Taxi Driver da nova geração, o maravilhosíssimo Você nunca esteve realmente aqui não poderia me decepcionar, certo? Certo. Ele não decepciona. O filme Her, sim. E é triste é vê-lo fazendo coisas patéticas e desprovidas de senso de realidade no filme. =-/

No entanto, antes de escrever sobre Ela, depois de decidir que não importaria quem estivesse no filme o Joaquin Phoenix, a Scarlet Johanson, qualquer ator/atriz que eu ame/admire, desse diretor eu não veria filme algum. Odiei xxx sem lembranças, e qual é o fetiche do cara com animais mortos e, pior, animais mortos envolvendo sexo ainda por cima? Quase desisti de Ela nos primeiros 10 minutos, mas segui, como quase uma tortura autoimposta. Afinal, para quem assistiu a umas 10 horas de Deadclass [link], achei que não seria tão sofrível. Foi. Bem... No entanto, antes de escrever sobre Ela, eu também decidi que precisaria assistir a Lost in Translation (Encontros e Desencontros), que já se tornou um dos meus queridinhos logo de cara, antes de poder ter algum lugar de fala e não apenas descarregar aqui para vocês o quanto achei péssimo, sim, perdi meu tempo, e o quanto até o Joaquin Phoenix foi exposto ao ridículo, a fotografia é entediante etc.

De Original, Ela não tem nada...

Lost in Translation (Encontros e Desencontros) [que está disponível no TelecinePlay] é incrível, este filme lida com a solidão e a falta e a falha na comunicação de um modo original e incrível, fazendo mais do que merecer o prêmio de Melhor Roteiro Original ... e, não por acaso, a protagonista é quem? A Scarlet! (Que está sensacional em Lost in Translation em suas interações com Bill Murray e quando está sozinha ou com outros personagens também.) Este filme, da Sofia Coppola, foi, merecidamente, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original. Ao contrário de Ela, que, de original, bem, tem apenas costuras mal feitas, um monstro do Frankenstein dessa maravilha, com uma tentativa de colocar uma crítica da solidão e falta ou falha em comunicação (oi, são os temas centrais de Lost in Translation!), preciso repetir que tem a Scarlet? Ainda como a voz do OS por quem meio mundo se apaixona. Ah, claro, não vamos esquecer que a Scarlet ainda também fez Lucy, e claro, nada de similar, não... coincidência, claro. Lucy, entre outras coisas, acaba adquirindo a capacidade de ter um conhecimento infinito. Super original Ela, só que não, de modo algum. Lucy também está no TelecinePlay. Esse filme tem lá seus exageros, gerou controvérsias, obviamente teve gente que não gostou, não é nenhuma obra-prima, mas é bem legal e você (pelo menos eu...) não sente que era melhor ter ficado olhando para um ventilador velho em vez de perder seu tempo assistindo a Ela. 

Mas voltemos a Ela... 

Imagem meio desfocada da mão do personagem principal segurando o dipositivo que parece uma mistura de caderneta com celular em estilo vintage cor de laranja que se abre para o lado e se lê, no lado direito "Call from Samantha" (Chamada de Samantha) - atrás, fundo meio desfocado com uma mesinha redonda em que há um óculos e alguns objetos não tão claramente visíveis, como um que parece ser uma caneta e outro que parece ser um fone, por exemplo.

Nota: Menos 5. O filme é pior que um porre de corote de abacaxi com "vinho" barato de garrafa de plástico. Evitem, vejam com moderação, ou bebam desta "obra" cinematográfica por sua conta e risco. Tem pra alugar no Looke. Nem me lembro de onde eu vi, para falar a real. Foi antes da pandemia e mal me lembro às vezes de comer... Alugue se tiver coragem, por sua conta e risco, você foi avisade. Ou você pode ver para concordar ou não comigo, claro. 

Claro que farei uma crítica digna de Lost in Translation <3 Aguardem! :3

* Ps.: O diretor ainda fez esse filme como que "em resposta" a Lost in Translation, "falando" em um filme com a ex-esposa. Cara, segue em frente com sua vida, pelamor! *

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